Uma das principais atividades do empreendedor é resolver problemas

Todos os meus negócios surgiram de problemas. Sem eles não existiram negócios. Por isso, costumo dizer que adoro problemas. Além de resolver meus próprios problemas, pelo menos uma vez por mês estou também resolvendo problema de outros empreendedores, através de mentoria e consultoria.

Vou relatar hoje um estudo de caso de um desses negócios que estou ajudando (resolvendo problemas), preservando o nome do negócio, claro, mas usando como ensinamento para quem possa estar passando por problemas similares. Uma empresa que literalmente parou no tempo, prestando um serviço que já pode facilmente ser substituído por várias tecnologias acessíveis popularmente.

Como resultado disso, a cada ano seu faturamento vem diminuindo, o número de clientes que a procuram foi diminuindo, seu quadro de funcionários foi diminuindo e sua dívida foi aumentando, já na casa dos seis dígitos. Esse é um exemplo clássico de que a “crise” pode ter acelerado seu declínio, mas de longe foi sua causa. Empresas engessadas, com alto custo fixo, prestando serviços do século passado, para um problema que não existe mais no mercado. O mundo está mudando, a tecnologia vai sim substituir muitos trabalhos, serviços e negócios, queira você ou não.

Em paralelo a isso, a empresa possui um segundo serviço, que ainda tem demanda, mas é muito pouco explorado.
É importante saber diferenciar persistência com a hora de parar ou mudar. Muitos empreendedores sufocados em um problema ou dificuldade, continuam cavando seu próprio buraco. Se você não mudar, se o seu negócio não mudar, os resultados não vão mudar. Se preciso, pare tudo e recomece novamente. Não há nenhum problema em eliminar um produto, serviço ou um negócio do mercado, se chegou já nesse nível. Comece de novo e aprenda com seus erros.
Resumindo, nessa reestruturação do negócio, vamos encerrar a operação do negócio que está em declínio ha muito tempo, parar de fazer dívidas, renegociá-las priorizando os maiores juros (como o caso de cheque especial), vender bens que são passivos no negócio e podem facilmente ser substituídos por modelos compartilhados, reduzir drasticamente a despesa.

E reposicionar o negócio para uma nova fase, apenas um serviço, novo branding, nova estrutura (enxuta, escalável e automatizada), onde os produtos deixam de ser commodity e passam a ser de alto valor agregado, vendendo uma experiência diferenciada e de fato resolvendo um problema atual do mercado, com receita recorrente e muito marketing de conteúdo.

Tem coisas que parecem simples e lógicas, mas quando estamos imersos no problema, presos na operação do negócio, não percebemos. Já aconteceu comigo e acontece com muitos empresários todos os dias.
- Saia um pouco de seu negócio, se preciso, busque ajuda de fora (mentores, consultores, pessoas que já passaram por essas experiências e terceiros com outra visão do problema)
- Reconheça o problema e pare de cavar o buraco.
- Esteja disposto a mudar
- Não procure culpados para o problema, você é o culpado por não ter acompanhando o mercado.
- Tenha humildade para recomeçar e aprender sempre.
- Preserve sempre seu nome e sua reputação
Empreender é resolver problemas, esteja disposto a isso ou nem entre no jogo.

 

João Cristofolini
Apaixonado por aprender, compartilhar e construir novos negócios de impacto. Autor do livro “O que a escola não nos ensina” e Palestrante. Conheça mais no site.

https://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/uma-das-principais-atividades-do-empreendedor-e-resolver-problemas/93558/

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