Opinião: A autonomia dos usuários de mídias

Por Francisco Dacal
Administrador de Empresas
f.dacal@hotmail.com

O mundo não anda bem, é visível. Ao mesmo tempo, nosso país sofre com a deterioração da política, da economia e da ética. A sociedade sente as consequências. O pessimismo é imenso. Há um sentimento de que ninguém reconhece valores pessoais, que não precisam ser respeitados nem preservados. Com paciência aguardaremos dias melhores, que os bons ventos os tragam, enquanto existir.

Nesse contexto, é provável que os usuários das mídias: o leitor, o ouvinte e o telespectador, tenham os sentidos e a autoestima molestados, mas pouco importa na necessidade da busca de esclarecimentos. Estar bem informado é essencial ao exercício da cidadania, sendo a liberdade de imprensa imprescindível para isto.

A figura do leitor é a mais simbólica pela característica da informação configurada. Ele é o mais autônomo dos usuários. Em contrapartida, é o que mais se aflige. Continua valorizado pela mídia escrita, de grande força, e valorizando o que lhe disponibilizam. O mercado editorial segue firme – jornais, revistas, livros; material de boa qualidade não falta, apenas tem-se que ter cautela com os exageros.

O ouvinte é o mais flexível entre os usuários e o rádio o mais dinâmico meio de difusão, o de maior alcance social. Em qualquer local e momento é possível escutá-lo. Existem excelentes noticiários. Geralmente, o rádio é o primeiro meio de comunicação a dar uma notícia de repercussão. Algo de lúdico resiste na mídia falada. Ah, o Repórter Esso, difícil esquecer!

O telespectador é o mais conformado dos usuários, sempre aguardando o “que der e vier” das emissoras de televisão. A vantagem de quem assiste é poder ver quem transmite a notícia e as imagens atinentes. Também possibilita interpretar gestos. A mídia televisiva se tornou o maior meio de comunicação, visto que requer expressiva estrutura física e de profissionais especializados.

O indivíduo no papel de leitor, ouvinte ou telespectador, de per si, utiliza cada mídia padrão da forma que lhe convém. Todavia, nos últimos anos surgiu a figura do “internauta”, o usuário das informações pela internet, que pode dispor de todas as mídias (espécie de três em um) por meio de um único instrumento eletrônico, entre vários, com as facilidades de manuseio disponíveis. Uma realidade produtiva para quem se adapta; o prazer é de cada um.
 
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2015/12/07/interna_politica,614570/opiniao-usuarios-das-midias.shtml

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