5 ideias do "banqueiro dos pobres" para tornar o mundo um lugar melhor


Há dois meses, o economista Muhammad Yunus marcou sua passagem pelo Brasil ao falar em uma palestra para mais de 70 estudantes e empreendedores: "não chore por estar desempregado, crie seu emprego". Ele esteve pelo país para promover a Yunus Negócios Sociais, tipo de investidora de ideias para empreendimentos sociais.
Yunus inovou ao aplicar e disseminar internacionalmente o conceito de microcrédito por meio do Grameen Bank, fundado em 1983. É por meio do banco que oferece oportunidades a pessoas muito pobres, que jamais tiveram e nem conseguiriam ter acesso ao sistema bancários, e concede empréstimos sem garantia e sem contratos. Atualmente, o Grameen Bank tem unidades na Malásia e nas Filipinas, além da sede em Bangladesh.
A iniciativa fez com que Yunus ficasse conhecido mundialmente como o "banqueiro dos pobres", o que também o tornou vencedor do Nobel da Paz em 2006. Seguindo a filosofia de resolver problemas sociais através de projetos que combatam a pobreza e beneficiem o desenvolvimento social sem visar o lucro, o Administradores.com separou 5 ideias de Yunus que podem transformar o mundo em um lugar melhor. Confira:

1- Colocar as pessoas acima do capital

Yunus defende a criação de um novo tipo de capitalismo, em que a renda seja melhor distribuída e as pessoas sejam mais valorizadas do que o capital. Ele acredita que o novo modelo poderia minimizar os impactos causados pelas disparidades sociais, que geram problemas que afetam o desenvolvimento de famílias que vivem em países pobres. Enquanto 85 pessoas detêm mais da metade de toda a riqueza do planeta, metade da população mundial sofre diariamente com falta de alimento, água e assistência social básica. A luta do banqueiro vai contra essa estrutura, que, em sua opinião, enquanto existir, não resolverá os problemas da humanidade.

2 - Buscar soluções para problemas reais

Alguns dos grandes problemas mundiais poderiam ser evitados a partir de simples iniciativas. Principalmente nos países mais pobres, famílias sofrem de anemia devido à ausência de ferro na alimentação ou de cegueira noturna, causada pela falta de vitamina A. Esses casos poderiam ser resolvidos com medicamentos que suprissem a falta de nutrientes, ou com a oferta de uma rica em vegetais. Oferecer sementes para essas pessoas seria uma solução para o caso, e para que isso ocorra é necessário um empreendedor que investa na ideia e se torne, por exemplo, um fornecedor de sementes para produção local.
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3 - Empreender em negócios sociais

A ideia anterior de Yunus nos traz ao terceiro ponto: negócios sociais. Ele questiona a atual a definição de lucro sustentado pelo modelo capitalista, o que leva muitas pessoas a entenderem que um negócio só é verdadeiro quando há lucro. Entretanto, o banqueiro defende que o lucro é apenas uma consequência, ficando a opção do investidor tê-lo ou não. Algumas das maiores empresas do mundo, como Danone e Coca-Cola, investem em projetos meramente sociais, sem visar o lucro. A questão é humanizar o capitalismo e pensar no próximo, honrar valores.

4- Favorecer a coletividade

A ideia de desenvolvimento e de países emergentes pode significar muito economicamente, mas, para Yunus, o desenvolvimento não pode ser real quando existem pessoas que sobrevivem com apenas uma refeição ao dia, ou não tem roupas para vestir. O desenvolvimento não existirá enquanto os bancos recusarem empréstimos mínimos para famílias comprarem alimento enquanto são realizados diariamente empréstimos milionários aos governos de países desenvolvidos - que, às vezes, tornaram-se devedores. No Grameen Bank, Yunus conta que o primeiro empréstimo realizado foi inferior a US$ 30, e as pessoas nunca deixaram de devolver a quantia dentro do prazo.

5 - Aplicar teoria à realidade

Para que todas essas ideias possam se tornar reais e de conhecimento geral, elas precisam ser repassadas. E não há melhor lugar para discutir essas questões do que na sala de aula. Para Yunus, o problema da educação é que, em diversas vezes, limita-se às teorias. Quando exercia a profissão de professor, a ideia de ensinar economia dentro da sala de aula enquanto havia diversas pessoas morrendo de fome em seu país era dolorosa. A questão vai além do simples investimento em educação, mas também aplicar o conhecimento na prática para que as mudanças possam ser realizadas.
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