Mulheres estão denunciando mais os agressores no Pará, afirma Segup

Violência contra a mulher (Foto: Reprodução GloboNews)

Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) mostram que houve um aumento de 5,85% no número de denúncias de violência doméstica, nos últimos dois anos. As informações coletadas e analisadas pela Divisão de Estatística da Polícia Civil mostram que em 2013 foram registrados 15.193 boletins de ocorrências de violência contra a mulher em todo o estado. Já em 2014 foram contabilizadas 16.083 ocorrências.
Para a delegada Daniela Oliveira, diretora da Divisão Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), o aumento dos registros representa uma maior massificação da Lei 11.340/06, a Lei Maria da Penha, que encorajou muitas mulheres a denunciar os agressores. A legislação determina que as vítimas sejam resguardadas por medidas protetivas, para que se sintam mais seguras ao procurar a delegacia.
Com relação aos procedimentos policiais instaurados para apurar as denúncias registradas pelas vítimas de violência doméstica, por meio dos boletins de ocorrência, foi constatado um aumento de 2,74% nos últimos dois anos. Em 2013, foram lavrados 5.767 procedimentos policiais, como inquéritos policiais e prisões em flagrante. Em 2014, o número aumentou para 5.930 procedimentos lavrados pelas delegacias.
O levantamento estatístico contabiliza ainda as denúncias formuladas pelos serviços telefônicos Disque 180, para denúncias de violência contra a mulher em todo o país, e Disque-Denúncia 181, para recebimento de denúncias no Pará. Foram recebidas 667 denúncias de violência contra a mulher pelo Disque 180 desde abril do ano passado, quando o serviço entrou em funcionamento. Os dados colocaram o Pará como o quarto Estado brasileiro que mais recebe denúncias pelo Disque 180. Ainda segundo os dados, a Região Metropolitana de Belém é a que mais registra denúncias de violência contra a mulher no Pará.
Atendimento
A criação da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV), da Polícia Civil, em 2012, possibilitou o atendimento diferenciado a pessoas em situação de vulnerabilidade, violência e discriminação social, como crianças, adolescentes, mulheres, idosos e homoafetivos.

Além da criação da DAV,  a elevação do número de Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam), também contribui para este cenário. Em 2014, o Pará passou a contar com novas delegacias para atender todas as regiões. Foram instaladas novas Delegacias da Mulher emSoure, no arquipélago do Marajó; Capanema, no nordeste paraense; em Barcarena, na região do Baixo Tocantins e em São Félix do Xingu, no sul do Pará.
http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2015/03/mulheres-estao-denunciando-mais-os-agressores-no-para-afirma-segup.html

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