Lixos nas praias incomodam e agridem o meio ambiente


Com a proximidade do carnaval Salvador recebe visitantes de todo o mundo. Ainda assim, a falta de lixeiras e conscientização por parte dos banhistas e alguns ambulantes resulta em uma má impressão para quem visita as praias da cidade pela primeira vez. Sacos plásticos, coco, garrafas, latas de cerveja e refrigerantes são alguns dos objetos encontrados em algumas praias, o que tem deixado baianos e turistas insatisfeitos com o cenário dos locais.
O sol forte é sinônimo de praia cheia e se a praia não tiver lixeiras e serviço de coleta com regularidade, os lixos ficam espalhados pela areia. Basta uma rápida circulada pela orla da cidade para flagrar cenas de sujeiras. “A gente fica triste de vim de tão longe e se decepciona com a sujeira das praias. Onde moro temos problemas em relação ao lixo, mas confesso que esperava uma praia diferente da que estou vendo”, disse a sergipana Camila Reis, 32 anos, que passa férias em Salvador, sobre a praia do Rio Vermelho.
Conhecida pela tranquilidade e beleza natural, a praia de Buracão é bastante frequentada por baianos e turistas. Na tarde de ontem, aTribuna esteve no local e constatou que a falta de lixeiras, associada à falta de conscientização de banhistas e vendedores ambulantes são os principais agentes motivadores da sujeira no local. As poucas lixeiras encontradas no local estão cheias e os resíduos se acumularam próximo à escada de chegada à praia.
Segundo vendedor ambulante Márcio de Souza, coleta de lixo ocorre regularmente, porém falta conscientização por parte dos banhistas. “Temos poucas lixeira, mas as pessoas também precisam aprender a guardar o lixo. Vejo muitos bebendo cerveja e depois jogando a latinha na areia. Não custa trazer e saco e ir guardando até a hora de ir embora”, sugeriu.
Na Boca do Rio, o cenário não é diferente. Contudo, os ambulantes são apontados como os principais causadores da sujeira. “Muitos banhistas não colaboram com a organização do local, mas acho que, independente das lixeiras públicas, os ambulantes tem que colocar um balde para coletar o que ele produz e o que o cliente dele está consumindo”, disse.
Em defesa, os ambulantes reclamam da falta de lixeiras no local e acusam os banhistas de não contribuírem com a limpeza. “No final da tarde sempre recolhemos tudo que está nas areias, mas tem muitas pessoas que ainda precisam de educação doméstica. Fica difícil a gente limpar e outro sujar”, reclamou a vendedora de acarajé, Maria Estela da Silva. 
http://www.tribunadabahia.com.br/2015/02/02/lixos-nas-praias-incomodam-agridem-meio-ambiente

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