Saber gerenciar conflitos para reter talentos


Carlos Perobelli, Especial para Diário da Manhã
Na execução de projetos ou na operação dos processos é inevitável deparar com conflitos. Dessa forma, faz-se necessário saber lidar com eles, o que implica saber gerenciá-los. Contudo, muitas pessoas não sabem como administrá-los, independente das variáveis que o envolvam. Para conseguir gerir uma situação conflituosa é preciso um certo feeling (tato, sensibilidade), embora, em alguns momentos, não será, por si só, suficiente para alcançar uma solução eficiente e eficaz, que atenda a todas as partes envolvidas.
Para que a avaliação do envolvido seja plena é fundamental o conhecimento sobre os tipos de gerações existentes e como elas se posicionam. Assim, abaixo apresento um breve relato sobre elas:
  • Geração Boomer
  • Geração Baby Boomer
  • Geração X
  • Geração Y
  • Geração Z

No livro Construindo os 5 Ases falo de como trabalhar o conflito entre gerações. Em primeiro lugar, temos que definir o nível de gravidade de um conflito.
Entre as várias competências do líder moderno, uma se destaca no rol das mais procuradas pelas empresas, que é a capacidade de reagir com flexibilidade às situações de conflitos. Ou ter a capacidade de se moldar frente às dificuldades. Hoje o mundo vive em constante mudança, cada dia mais tecnologias, mais necessidade de redução de custos, mais mão de obra disponível, mais famílias destruídas, mais problemas emocionais não resolvidos, mais exigências dos consumidores, mais pressão do governo sobre as empresas, mais proliferação de doenças, mais problemas ambientais, etc. Por tudo isso os profissionais precisam se moldar frente às dificuldades e reagir com flexibilidade.
Com o aproveitamento do crescimento e do desenvolvimento humano, estaremos mais próximos dos talentos, podendo criar mecanismos de retenção, algo que na minha visão assombra o empresariado no Brasil. Uma vez que temos escassez de mão de obra qualificada, nos resta fortalecer o processo de retenção.
O livro Construindo os 5 Ases destaca sete dicas com o objetivo de reter talentos. Lembrando que tudo começa com uma boa seleção e contratação.

Dicas para reter talentos:

  • Torne gerentes e supervisores diretamente responsáveis pela retenção de funcionários, atrelando metas de desempenho (bônus) aos indicadores de retenção;
  • Ofereça um ambiente de trabalho que respeite, encoraje e permita o equilíbrio entre vida e trabalho;
  • Crie um plano sucessório efetivo, que facilite a evolução de carreira dos profissionais com alto desempenho;
  • Ofereça ferramentas para medição do engajamento dos funcionários;
  • Foque esforços de retenção nos profissionais mais talentosos e com alto potencial;
  • Crie uma “Experiência de Empregador” que satisfaça os funcionários em múltiplos níveis;
  • Recompense a mobilidade interna, com um sistema que facilite a transferência de funcionários entre departamentos e regiões.
Tais procedimentos não constituem regras a serem seguidas para todas as pessoas, tampouco para todas situações. Na verdade, devem ser considerados apenas como princípios que devem ser levados em consideração e aplicados de acordo com o bom senso. Afinal, cada caso é um caso!

(Carlos Perobelli é formado em Administração com ênfase em Análise de Sistemas e pós-graduado em Gestão de Projetos pela FASP. É CEO da 5A Company (www.5a.com.br)
http://www.dm.com.br/opiniao/2015/01/saber-gerenciar-conflitos-para-reter-talentos.html

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