Gestão de conflitos Interpessoais em treinamento presenciais


O treinador que aloca tempo na mediação de conflitos, através da adoção de estratégia de intervenção, assegura a obtenção de resultados e inspira confiança e credibilidade através da liderança pelo seu exemplo de postura ética e profissional.


No contexto de treinamentos presenciais é muito comum surgirem conflitos interpessoais, demandando do treinador a habilidade para gerenciá-los de forma estratégica, em prol da sustentação de uma dinâmica interpessoal efetiva que resulte em aprendizagem individual e coletiva.
Ao longo da minha experiência em sala de aula, como treinadora de Cursos comportamentais e gerenciais tive a oportunidade de gerenciar significativa gama de conflitos. A partir da experiência, somada a formação em pedagogia, a participação em cursos de capacitação como treinadora, e ao autodesenvolvimento, através de leituras diversas, é que compartilho sugestão de estratégia de medição de conflito construtivo e desagregador.
Cabe ao treinador como facilitador da aprendizagem, observar a natureza dos conflitos, com o objetivo de intervir positivamente adequando a estratégia e aplicando algumas técnicas específicas.
Podemos diferenciar os conflitos de acordo com sua natureza fática ou emocional, que denominaremos como conflito construtivo ou desagregador.
O conflito construtivo é facilmente identificado pelo treinador, pois é pautado em divergência factual, tendo o racional como fio condutor da dinâmica interpessoal estabelecida entre as partes. Isto, por si só, o torna positivo, considerando a possibilidade de troca de informações diferenciadas, a complementaridade de ideias e o estímulo à geração de outras novas.
Neste caso, uma boa sugestão para o treinador é:
1.    Agradecer a contribuição dos participantes.
2.  Ouvir atentamente, evitando se posicionar de forma pessoal (postura assertiva e
empática).

3.    Sondar os participantes quanto às ideias apresentadas como forma de obter informações da existência de áreas comuns de acordo ou não.
4.    Apresentar a visão conceitual inerente ao conteúdo abrangido no curso, como forma de direcionar e dar seguimento ao treinamento.
5.    Reconhecer a participação, como estímulo a troca de ideias e experiências.
 O conflito desagregador, também é facilmente percebido, pois é pautado em divergência de natureza emocional. Isto significa que o interlocutor manifesta a ideia envolta em emoções que provocam comportamentos antagônicos de defesa e ataque, tornando a dinâmica interpessoal sujeita a disfunção grupal. Alguns exemplos são: a irritação, a indiferença, a rejeição pessoal, a rivalidade entre participantes, a arrogância acompanhada da necessidade de humilhar, etc. Neste caso específico, uma boa sugestão de técnica de medição a ser adotada pelo treinador é a seguinte:
1.   Agradecer a contribuição dos participantes.
2.    Ouvir atentamente, evitando se posicionar de forma pessoal (postura assertiva e
empática).

3.    Revelar que gostaria de contar com a colaboração dos participantes no sentido de testar entendimento das diferenças conceituais das ideias por eles compartilhadas.
4.    Sondar os participantes quanto às ideias apresentadas como forma de obter informações da existência de áreas comuns de acordo ou não.
5.    Efetuar o registro das ideias divergentes em uma folha de flip chart ou quadro branco (as ideias centrais do participante X e do participante Y, buscando identificar e destacar o “terreno comum”).
6.    Caso o treinador não identifique pontos em comum entre as ideias dos participantes, mantendo uma postura firme e amigável, compartilha o conceito institucional abordado no conteúdo do treinamento, como forma de direcionar e dar seguimento ao treinamento.
7.    Reconhecer a participação, como estímulo a troca de ideias e experiências, num contexto de respeito mútuo.
8.    Caso as divergências desagregadoras sejam reincidentes, adotar a estratégia de conversar com cada participante, separadamente, aproveitando os momentos dos horários de intervalos previstos no âmbito dos treinamentos presenciais. Neste caso, o treinador deverá focar diretamente o assunto como forma de estimular que o participante modifique o comportamento ou apresente uma alternativa para evitar novas divergências desagregadoras.
 O treinador que aloca tempo na mediação de conflitos, através da adoção de estratégia de intervenção, assegura a obtenção de resultados em termos de aprendizagem e inspira confiança e credibilidade através da liderança pelo seu exemplo de postura ética e profissional.

http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/gestao-de-conflitos-interpessoais-em-treinamento-presenciais/83938/

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