Cultura não é brincadeira


Assim como a educação é um dos pilares para o desenvolvimento, a cultura é fator de valiosa importância para a sociedade. Uma sociedade inculta facilita o florescer de fatores negativos na comunidade, enquanto a cultura tem o poder contrário de preservar os indivíduos oferecendo uma base capaz de impedir que cidadãos se percam nos caminhos da ignorância e criminalidade. Um mundo envolto em cultura torna a população capaz de discutir e evoluir a sociedade em seus mais variados âmbitos.
Em Mogi Mirim, a falta de um trabalho eficiente no setor gera críticas e faz trabalhos alternativos ganharem força diante da letargia e inação do poder público. Cansados de esperar uma ação do governo municipal, movimentos paralelos se articulam e sobrevivem na base do improviso.
Como reação à crise cultural, a Prefeitura de Mogi Mirim responde com um aparente desdém, como se realmente não estivesse nem um pouco preocupada com a área ou, ao menos, como se considerasse o setor tendo pouca importância no sistema global do governo. Uma das demonstrações do desprezo surgiu quando Bárbara Mattos de Moraes Silva, cuja chegada à Administração Municipal foi cercada de mistérios, diante da questionável qualificação, assumiu a Secretaria de Cultura depois de ter passado pela Secretaria de Sustentabilidade Ambiental. Movida de uma secretaria a outra em mais um dos exemplos da falta de planejamento do governo de Gustavo Stupp, Bárbara chegou para secretariar um setor em que cultura, obviamente, seria fundamental.
No entanto, pouco se deu satisfações quanto aos conhecimentos culturais da escolhida, apenas ficando o conhecimento de que não se tem diploma universitário. Na verdade, seu nome foi escolhido pelo presidente da Câmara, Dito da Farmácia, como se a Cultura da cidade merecesse ser tratada como mera barganha política. No cargo, Bárbara acabou ficando marcada pela polêmica mudança de horário de aulas, gerando revolta em alunos.
Agora, mais uma vez, Stupp demonstra seu pouco interesse com a Cultura ao definir um interino para a função até dezembro, como forma de economia. Bárbara ficará em uma gerência e o secretário de Esportes, Juventude e Lazer, Dirceu Paulino, acumula as duas secretarias, sem esquecer que o Turismo também está abrangido na pasta. Se não bastasse administrar o Esporte, em que suas funções deveriam demandar uma atenção intensa diante dos inúmeros desafios, agora Dirceu precisa secretariar outra pasta como uma espécie de “tampão”. Ao assumir, ele diz priorizar reformas no Centro Cultural diante do pouco tempo para projetos até o final do ano.
Como secretaria, a Cultura merece um especialista com dedicação exclusiva e um planejamento sério e continuado, sem improvisos amadorísticos. Já passou da hora do setor ser levado mais a sério, recebendo realmente um valor de secretaria e uma atenção real para os interesses da comunidade.

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