7 coisas famosas da Cultura Pop que têm origens bizarras

The Simpsons

Ideias brilhantes podem vir basicamente de qualquer lugar. Seja vindo de Kurt Cobain que não percebeu que "Teen Spirit" era um desodorante feminino usado por sua namorada ou George Lucas que enquanto observava seu cão, Indiana, sentado ao lado dele no carro, pensou em "Chewbacca". Muitas coisas que agora fazem parte das instituições da cultura pop vêm de lugares aparentemente inócuos. Às vezes, como na lista abaixo, elas também vêm de lugares super bizarros.
Pode ser que você já tenha lido inúmeros artigos sobre como libertar a sua criatividade, mas, talvez, a melhor maneira de fazer isso é só prestar atenção às coisas estranhas ao seu redor. Você nunca sabe quando uma bola de vôlei ou uma infestação de aranhas bebês em seu apartamento vão levar à melhor ideia que você já teve...
1. James Cameron teve a ideia para o "O Exterminador do Futuro", quando não tinha onde morar, em um pesadelo febril apavorante
De acordo com a sua biógrafa, Rebecca Keegan, “O Exterminador do Futuro” apareceu em um pesadelo de Cameron como um "torso de cromo, parecido a uma Fênix, que emergia a partir de uma explosão e arrastando-se pelo chão com facas de cozinha." Isto foi suficientemente assustador para acordar o diretor e ele começar a escrever ideias no estacionamento de um hotel. Aparentemente, essa figura assustadora, com as facas de cozinha, também já tinha os olhos vermelhos brilhantes, agora icônicos.
Cameron lembrou o incidente para a Revista Starlog, "Eu estava doente e sem nenhum tostão em Roma, na Itália, com uma febre de 39 graus, fazendo o corte final da Piranha II. Foi quando pensei no Exterminador. Acho que foi um sonho febril!" Enquanto escrevia o roteiro, Cameron teve que morar em seu carro e acabou vendendo o roteiro por um dólar para poder dirigir o seu próprio filme.
2. Stephen King trabalhava como faxineiro em um colégio e foi inspirado por dispensadores de tampões no banheiro das meninas para escrever "Carrie"
Enquanto trabalhava como faxineiro em uma colégio, Stephen King tinha que limpar o banheiro das meninas. Como ele nunca tinha ido a um banheiro feminino antes, ele se surpreendeu com os dispensadores de tampões encontrados nas paredes. Isso, juntamente com a leitura recente de um artigo na Revista Life sobre como as pessoas são capazes de ter poderes telecinéticos, e que garotas adolescentes teriam as habilidades mais fortes, o que levaram à criação do início de "Carrie". Logo, ele jogou isso fora. Em "On Writing" (sua autobiografia) King explicou melhor as origens disso:
Eu não podia desperdiçar duas semanas, talvez até um mês, na criação de uma novela que eu não gostei e não seria capaz de vender. Então, eu a joguei fora.
Na noite seguinte, quando eu cheguei em casa da escola, Tabby [sua mulher] tinha salvado as páginas. Ela deu uma espiada ao esvaziar minha lixeira, tinha sacudido as cinzas de cigarro das bolas encontradas de papel amassado, desembrulhou os papéis e sentou-se para lê-los. Ela queria que eu continuasse, ela me disse isso. Ela queria saber qual era o resto da história. Eu lhe disse que não sabia, que não tinha a menor ideia sobre garotas de ensino médio. Ela disse que iria me ajudar com essa parte.
Eu nunca cheguei a gostar de Carrie White e eu nunca confiei nos motivos que Sue Snell teve para enviar seu namorado para o baile com ela, mas eu me deparei com algo ali. Com uma carreira formada, Tabby de alguma forma já sabia disso, e quando eu já tinha umas 50 páginas, em espaço simples, acumuladas, eu também já sabia disso.
O escritor acabou vendendo os direitos do livro por 400 mil dólares.
3. O "Predador" foi escrito originalmente para ser uma quinta parte insana da franquia Rocky Balboa, como uma espécie de piada
Depois que "Rocky IV" foi lançado em 1985, aparentemente se tornou uma piada popular que, se um quinto filme fosse feito, Rocky teria que lutar contra um extraterreste, porque todos os adversários terrestres já teriam sido derrotados. Os roteiristas Jim e John Thomas quiseram essencialmente fazer dessa brincadeira um filme real.
A dupla agitou um roteiro chamado "Hunter", que originalmente apresentava um extraterrestre que vinha para a selva da América Central para desafiar e destruir um adversário digno. Este adversário acabou sendo Arnold Schwarzenegger.
4. E.B. White encontrou ovos de aranha, carregou-os por Nova York e deixou todos os bebês aranha chocando em seu apartamento na cidade. Isso inspirou "A Menina e o Porquinho"
O autor do clássico infantil tinha os dois: uma fazenda na zona rural de Maine e um apartamento na cidade de Nova York. Na fazenda, um porco seu ficou doente, fazendo com que White passasse muitas horas cuidando do animal moribundo, o que ocasionou um apego. O porco acabou morrendo; ele escreveu um ensaio chamado "A morte de um porco", e o porco substituto tinha uma aranha que se pendurava nele. Quando a aranha colocou ovos e morreu, White ficou fascinado com a ideia de salvar os bebês.
Ao falar sobre seu livro "A história de a Menina e o Porquinho", o autor Michael Sims contou a história à rede de rádios norte-americana NPR:
E ele corta a teia da aranha – o saco de ovos cai, ele os leva com ele, coloca-os no seu escritório em seu apartamento em Nova York, e esquece-os lá, até que um dia ele está penteando seu cabelo e vê um movimento em cima da mesa. E quando ele percebe, as aranhas estão saindo de pequenos buracos de uma caixa onde ele tinha colocado a teia e – a cápsula dos ovos. E elas começaram a subir e se espalhar por todo o seu escritório. E porque ele é E.B. White, ao contrário de mim, ele acha que isso é muito legal.
White acabou pesquisando a vida das aranhas intensamente e decidiu juntar as ideias de um porco que merece ser salvo com um porco amigo de uma aranha, para "A Menina e o Porquinho".
5. Douglas Adams teve a ideia para "O Guia do Mochileiro das Galáxias", enquanto estava bêbado em um campo com um livro de viagem
"O que é tão desagradável sobre estar bêbado?" - Arthur em "O Guia do Mochileiro das Galáxias".
Douglas Adams lembrou o momento da inspiração, quando ele pedia carona na Áustria após uma noite em que não conseguia pegar carona:
A ideia para o título apareceu pela primeira vez quando eu estava deitado, bêbado, em um campo em Innsbruck, na Áustria, em 1971. Não exatamente bêbado, só do tipo de bêbado que começa a beber uns copos de Gassers depois de não ter comido nada por dois dias seguidos, pois dependia de carona e estava sem nenhum tostão. Estamos falando de uma leve incapacidade de levantar-se.
Eu estava viajando com uma cópia do "Guia do Mochileiro na Europa", de Ken Walsh, um exemplar muito surrado que eu peguei emprestado de alguém. Na verdade, já que era 1971 e eu ainda tenho o livro, deve-se considerar como roubado agora ... 
E assim deitei no campo, juntamente com o meu "Guia do Mochileiro na Europa", e quando as estrelas saíram, pensei que ao menos alguém poderia escrever um "Guia do Mochileiro das Galáxias", então, se eu fosse essa pessoa poderia tentar. Com este pensamento caí no sono e esqueci do assunto por seis anos.

O autor acabou encontrando uma carona e depois foi estudar Literatura Inglesa na Universidade de Cambridge.
6. O roteirista de "Náufrago" isolou-se em uma ilha, para fazer pesquisas, e tinha uma bola de vôlei que apareceu na praia
William Broyles Jr. passou uma semana abandonado em uma praia fora do Mar de Cortés, lanceando arraias e tentando iniciar incêndios. Enquanto estava lá, ele se deparou com uma bola de vôlei Wilson, que ele começou a chamar de "Wilson", assim como no filme.
Ao descrever o personagem de Tom Hanks, Chuck Noland, no filme, Broyles disse: "Aqui está um homem cuja conexão emocional não tem sido tão profunda ou tão simples e honesta como poderia ter sido se ele estivesse aprendendo a se comunicar e a formar um apego profundo, não com outro ser humano, mas com uma bola de vôlei. De certa forma, para a sua própria projeção."
7. Matt Groening escreveu "Os Simpsons" em minutos para evitar perder os direitos de outra ideia
Conversando com a NPR, Matt Groening explicou como ele rapidamente rabiscou "Os Simpsons" em um bloco amarelo e "decidiu estes e os outros personagens que realmente não importam".
O agora lendário cartunista teve a oportunidade de lançar uma série de curtas de animação para o produtor James L. Brooks que inicialmente pretendia transformar seu "Life in Hell" (ou “Vida Infernal”) em quadrinhos. Enquanto esperava no lobby para a reunião, Groening percebeu que iria perder os direitos de sua ideia original e, pirando com essa possibilidade, ele decidiu criar algo novo. Pressionado pela falta de tempo, ele nomeou os personagens com os nomes de sua própria família - seu pai Homer, sua mãe Margaret, a sua irmã Lisa e uma pequena variação de seu próprio nome para Bart.
Estima-se que esta ideia apressada tenha rendido mais de 12 bilhões de dólares.

Comentários

#Fale conosco

Nome

E-mail *

Mensagem *