Paes pretende determinar locais de manifestações após carnaval do Rio

Prefeito do Rio, Eduardo Paes, pretende determinar locais de protestos (Foto: Matheus Rodrigues/ G1)Prefeito do Rio, Eduardo Paes, pretende determinar locais de protestos (Foto: Matheus Rodrigues/ G1)







O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse na tarde desta sexta-feira (28) que pretende estabelecer pontos específicos da cidade onde a população poderá ou não realizar protestos. Segundo ele, haverá uma reunião com movimentos sociais após as festividades do carnaval para definir a medida. O prefeito falou da intenção durante a cerimônia de entrega da chave da cidade ao Rei Momo, onde o carnaval da cidade foi oficializado. Paes afirmou que não é aceitável que grupos pequenos, com 30 ou 40 pessoas, obstruam importantes vias da cidade.
"Protesto não significa nem violência e nem bagunça. Nem desrespeito as pessoas. Para cobrar aquilo que entendemos como direito nosso, não pode servir para paralisar a cidade, para depredar a cidade. A pessoa quer reclamar do BRT? Reclame, se manifeste e fale com o prefeito. Mas não pare o BRT durante quatro horas. Isso não é manifestação, é bagunça, desordem e isso a gente não vai aceitar no Rio", afirmou Eduardo Paes.
Lugares como a Cinelândia e a Rua Afonso Cavalcanti (onde está localizada a prefeitura da cidade) vão poder receber as manifestações populares. O prefeito afirmou que vai abrir a Praça XI e o Terreirão do Samba para os manifestantes. Ele condenou a ação de ativistas que fecham as vias da cidade e interrompem o funcionamento dos transportes públicos nas manifestações. para ele, os prejudicados não são o governador e prefeito, mas a população da cidade.

O prefeito informou que irá se reunir com alguns grupos organizados após as festividades da semana para decidir todos os detalhes da regulamentação de posturas. Ao ser perguntado se iria chamar o grupo Black Bloc para definir os detalhes do programa, Paes entitulou o movimento como "grupo criminoso" e afirmou que o encontro seria com pessoas que se manifestam de forma organizada. "Estou falando de movimentos sociais e não de movimento criminoso", destacou o prefeito.

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