Maria da Penha cumpre agenda no Recife e reúne parceiros no combate à violência de gênero

Maria da Penha ficou paraplégica após sofrer agressões do marido.  Foto: Mellyna Reis/NE10 BA
Maria da Penha ficou paraplégica após sofrer agressões do marido.
Foto: Mellyna Reis/NE10 BA
A cearense Maria da Penha, mulher que se tornou um símbolo de combate à violência de gênero no país, reuniu, nesta quarta-feira (6), no Recife, parceiros para o instituto que leva o seu nome. O encontro contou com representantes do Poder Legislativo, como o vereador do Recife Jaime Asfora, e da sociedade civil, a exemplo do grupo Plexos, que desenvolve projetos em várias áreas. Na capital pernambucana, Maria da Penha falou sobre a Lei 11.340 batizada com o seu nome e que criminaliza a violência doméstica. Ela destacou o aumento dos casos notificados e que as mulheres estão mais confiantes em denunciar seus agressores.
Maria da Penha também comentou sobre os dados divulgados pelo 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, dando conta dos casos de estupro, que ultrapassaram mais de 50 mil registros em 2012. Essas ocorrências superaram os casos de homicídios no país. Para ela, a sociedade machista e a falência das políticas públicas são a causa desta realidade no Brasil.
Do Recife, Maria da Penha segue para Brasília, onde participa de um encontro que discute violência contra mulheres com deficiência. Maria da Penha Maia Fernandes é uma biofarmacêutica que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado.
Em 1983, seu marido, o professor colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto, e na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Maria da Penha ficou paraplégica. 19 anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Por meio de recursos jurídicos, ficou preso por dois anos. Solto em 2002, hoje está livre.

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