Noite Para os Tambores Silenciosos emociona Olinda

Nação tigre desfila nos quatro cantos-tambores silenciosos. Foto: Rebeca Silva/DP/D.A Press
 
Nação tigre desfila nos quatro cantos-tambores silenciosos.
Foto: Rebeca Silva/DP/D.A Press
 
Olinda se rendeu, nesta segunda-feira (04), à religiosidade e valorização das raízes mais fortes e tradicionais da cultura afro. A Noite Para os Tambores Silenciosos da Cidade Alta começou às 20h, onde nove grupos cortejos se concentraram e subiram rumo ao Largo do Rosário dos Homens Pretos, no Bonsucesso.

Exatamente a meia-noite, as luzes foram apagadas e sob a celebração do mestre afonso, integrante do maracatu Leão Coroado- que completa 150 anos este ano-, foi feito o silêncio em respeito e homenagem aos ancestrais.

Para mestre afonso, a escolha do local é uma forma de agradecer à Nossa Senhora do Rosário, que na época da escravidão acolheu os negros. Ele, que celebra a noite há 16 anos, define a festa como uma missão importante que tem que cumprir. Ele foi escolhido para a função porque é o integrante da nação mais antiga.

O prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, esteve na cerimônia e enalteceu a tradição."São raízes muito profundas em um evento que está atendendo as expectativas e está sendo cada vez mais prestigiado", ressaltou. De acordo com ele, para a realização da prévia, o controle urbano e a segurança foram reforçados.

Para prestigiar a festa, Calheiros convidou o maestro pernambucano Israel França que foi vítima de racismo na Espanha e retornou ao estado no mês passado. França almoçou com o prefeito e se encontrou novamente com ele no cortejo. "Já tinham me falado dessa festa e achei tudo lindo", aprovou França.

O homenageado do carnaval de Olinda, o artista plástico Tiago Amorim, também acompanhou as nações de maracatu de baque virado. Ele afirmou que a noite relembra uma fase importante da história da cidade.

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