Ninhos de tartaruga marinha são achados em praias de Jaboatão, PE

Momento da desova de tartaruga é registrado em Barra de Jangada (Foto: João Alves da Silva/Acervo Pessoal)
Momento da desova é registrado em Barra de Jangada
(Foto: João Alves da Silva/Acervo Pessoal)
Quatro ninhos de tartaruga marinha foram encontrados nas praias de Candeias e Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, na madrugada desta segunda-feira (4). De acordo com o ambientalista Adriano Artoni, as desovas foram feitas por tartarugas das espécies verde (Chelonia mydas) e cabeçuda (Caretta caretta).
 
Dois ninhos foram encontrados em Barra de Jangada (Foto: Adriano Artoni/Acervo Pessoal)
Dois ninhos foram encontrados em Barra de Jangada
(Foto: Adriano Artoni/Acervo Pessoal)
Ainda segundo Artoni, ele foi avisado por um funcionário de um hotel sobre os dois ninhos achados em Barra de Jangada. Os outros dois, na Praia de Candeias, um próximo ao restaurante Candelária e o segundo perto do Bar do Gauchão, foram encontrados pelo ambientalista durante monitoramento da área. “Faço o monitoramento nessa época propícia à desova, de novembro a março. Saio na praia de madrugada, antes dos banhistas chegarem, para ver se acho marcas de subida e descida de tartarugas. Muita gente já me conhece e me avisa quando acha um ninho”, contou.
 
Outro ninho está na Praia de Candeias, perto do restaurante Candelária (Foto: Adriano Artoni/Acervo Pessoal)
Outro ninho está na Praia de Candeias, perto do restaurante
Candelária (Foto: Adriano Artoni/Acervo Pessoal)
Após verificar os ninhos, o ambientalista entrou em contato com a Prefeitura de Jaboatão e o Grupamento de Apoio ao Meio Ambiente do município (GAMA), que ajudaram a isolar a área e manter os ovos seguros. “Eles foram cercados e sinalizados, assim os ovos ficam 90% protegidos. O serviço de limpeza da prefeitura foi comunicado para que não passe a máquina em cima dos ninhos”, avisou Artoni.

De acordo com Adriano Artoni, o período de incubação da desova é de 45 a 75 dias. Após esse tempo, as tartarugas nascem e seguem para o mar. “A gente volta depois ao local para acompanhar e, se precisar, conduzi-las de volta ao mar”, contou. Um ninho de tartaruga marinha dessas espécies tem em média 120 ovos. “A mãe todo ano volta para o mesmo local para desovar. Quando nascem os filhotes, depois de 30 anos, eles voltam para desovar. De cada mil ovos, mais ou menos duas tartarugas chegam a idade adulta. A maioria morre por conta de predadores naturais”, explicou.
 
Ninhos foram cercados para mantê-los seguros até o nascimento das tartarugas (Foto: Adriano Artoni/Acervo Pessoal)
Ninhos foram cercados para mantê-los seguros até o
nascimento (Foto: Adriano Artoni/Acervo Pessoal)
O ambientalista ainda faz um alerta. “Minha preocupação é alertar a população para que, caso encontre algum ninho ou tartaruga, não pegue, não leve pra casa. As pessoas devem soltá-las no mar, esses animais não se adaptam nas residências e acabam morrendo”, recomendou.

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