Mirabilandia fechará as portas em dezembro


Parque terá de desocupar área ao lado do Centro de Convenções de Pernambuco, conforme decisão judicial. Novas instalações serão inauguradas apenas em 2015
 
O local onde funciona o parque abrigará um centro de negócios, com estacionamento, hotel e espaço para convenções e serviços (Teresa Maia/DP/D.A Press)

 
O local onde funciona o parque abrigará um centro de negócios, com estacionamento, hotel e espaço para convenções e serviços
O Mirabilandia, que desde junho de 2012 trava uma “queda de braço” com a Empetur e chegou a ser ameaçado por uma ação de despejo, agora tem data para desocupar a área ao lado do Centro de Convenções, em Olinda. O parque só vai funcionar até dezembro deste ano, quando devem começar os trabalhos de desmontagem dos brinquedos por uma equipe técnica especializada.

Embora a empresa tenha sido beneficiada por uma recente decisão judicial proferida pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) Humberto Vasconcelos Júnior, que lhe assegura o direito de continuar no local até setembro de 2014, a direção do parque decidiu que fará a desocupação antes.

O Mirabilandia ocupa uma área de 57 mil metros quadrados e retomará em 2015 suas atividades em novo espaço, ainda em processo de negociação. O parque continuará em Pernambuco, onde está instalado há cerca de dez anos. No ano passado, recebeu mais de 400 mil visitantes, cerca de 30% turistas de outros estados.

O empreendimento é o terceiro maior do Brasil e pertence ao Grupo Peixoto. Atualmente, conta com mais de 30 brinquedos.

Histórico
O local onde funciona o parque abrigará um centro de negócios, com estacionamento, hotel e espaço para convenções e serviços – parte da ampliação da estrutura do Cecon, que deve ser duplicada até 2016, passando dos atuais 20 mil metros quadrados para 40 mil metros quadrados.

O Mirabilandia funciona desde 2002 no mesmo local, e paga um aluguel de R$ 16,5 mil por mês - valor considerado defasado pelo mercado. A saída do parque, segundo a Empetur, é necessária para a conclusão do projeto executivo de ampliação. A empresa contratada para a realização do projeto precisaria fazer medições na área, só possíveis com a retirada do parque.

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