INSATISFAÇÃO. Peritos não compareceram ao trabalho e corpos se acumulavam à espera de necropsiaLegistas suspendem as atividades no Instituto Médico Legal

Por: FÁTIMA ALMEIDA - REPÓRTER
 
A situação se complicou, ontem, em Alagoas com relação ao atendimento à população nas questões de vida e de morte. Se já estava difícil garantir atendimento à saúde dos vivos, por causa da greve dos médicos da rede estadual, iniciada na semana passada, os exames cadavéricos de liberação de corpos para sepultamento também se tornaram um problema, com a adesão dos legistas à paralisação.

Quem chegou ao Instituto Médico Legal (IML), ontem pela manhã, deparou-se com a situação. O guichê de informações, isolado com um tampão, não conseguia conter o mau-cheiro de corpos em estado de decomposição.

Seguindo orientações superiores, ninguém quis dar informações oficiais sobre o funcionamento do órgão, mas a reportagem apurou que havia sete corpos aguardando necropsia.

A professora Luciana Ribeiro esperava desde cedo a liberação do corpo do tio, assassinado no domingo, em Satuba, por arma de fogo. “É uma situação que extrapola o limite do absurdo, um desrespeito às famílias num momento de dor como este. Eu reconheço a falta de estrutura, a situação difícil que os profissionais enfrentam, mas a situação da família dos mortos é muito pior”, desabafou.

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