Segundo conselho, sofrimento de homossexuais é provocado por preconceito

 
A representante do Conselho Federal de Psicologia (CFP) Ana Paula Uziel afirmou há pouco que o sofrimento dos homossexuais é provocado pelo preconceito. “O homossexualismo não pode ser considerado doença por isso não faz sentido se falar em tratamento, muito menos em cura”, afirmou.
Ana Paula explicou que a resolução do conselho veda que os psicólogos prestem seus serviços de modo a tratar ou prometer a cura da homossexualidade. “Fica preservada a liberdade de atuação profissional, mas essa liberdade tem limite”, ressaltou.
 
Essa última declaração foi dada em resposta à psicóloga Rozângela Justino, que acusa o conselho de perseguição e discriminação. Desde 2009, ela foi proibida de atender pessoas com, segundo ela, desejo de deixar a atração pelo mesmo sexo. Rozângela atuou na área durante 27 anos, mas depois de ser punida pelo conselho com uma censura pública, deixou de exercer a profissão. “Sou discriminada por ser evangélica. Sempre atendi pessoas com desejo de não sentir atração por pessoas do mesmo sexo”, disse.
 
A audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família para debater a Resolução 001/99, do Conselho Federal de Psicologia, que proibiu os profissionais da área de proporem tratamento para “curar” a homossexualidade, terminou há pouco. Tempo real: 17:41 - Para deputado, pessoa deve ter direito de querer deixar homossexualismo16:26 - Prometer cura para a homossexualidade é charlatanismo, diz debatedor15:50 - Organização deixou de considerar homossexualidade como doença em 199015:30 - Começa debate sobre proibição de se oferecer “cura” para homoafetividade.
 
Reportagem – Jaciene Alves
Edição – Juliano Pires

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