Governo não quer deixar Nordeste 'voltar para trás', diz Dilma na Bahia

A presidente Dilma Rousseff e governadores do Nordeste em reunião em Salvador (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
A presidente Dilma Rousseff e governadores do Nordeste
em reunião em Salvador (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

G1 BA
 
Ao fazer um balanço das ações do governo contra a seca no Nordeste, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (9) que não quer deixar a região "voltar para trás". Ela disse que muitos problemas já foram superados, "mas ainda tem muito a ser feito", ao discusar em Salvador, após encontro com governadores e representantes dos estados da região.
 
 
 
 
 
"Vamos ajudar o Nordeste, não queremos deixa-lo voltar para trás. Considero que fomos capazes de elencar medidas que temos certeza que são fundamentais para que a gente supere a seca", afirmou a presidente.

Mais cedo, o governo anunciou que começará a investir, ainda neste ano, R$ 1,8 bilhão para aumentar o fornecimento de água no Nordeste e no norte de Minas Gerais. Segundo o Ministério da Integração, serão 77 obras nos dez estados contemplados, para construção ou ampliação de adutoras, barragens e sistemas simplificados de abastecimento.

O governo também vai investir nas chamadas "ações emergenciais", para aliviar demandas imediatas da população do semiárido atingida pela estiagem. As medidas incluem envio de carros-pipa para fornecimento de água e recuperação de poços.
Além disso, o governo vai repassar mais duas parcelas de R$ 80 para famílias afetadas no Bolsa Estiagem, totalizando R$ 560 no ano. O Garantia-Safra, para pequenos agricultores, também foi ampliado, com mais duas parcelas de R$ 136, alcançando R$ 952.
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Dilma ressaltou a importância dessas medidas. "Nós nos orgulhamos de usar carro-pipa para combater a seca. Não é a melhor opção para o Nordeste. A falta de chuva vai se prolongar na maioria das cidades afetadas até os primeiros meses de janeiro. Vamos ter que fazer monitoramento, acompanhamento fino da situação para tomarmos medidas de forma pronta", disse.
Nos nove estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais, 1.317 municípios decretaram situação de emergência, com mais de 10 milhões de pessoas afetadas. Dilma acrescentou que na próxima terça-feira (13) será lançado programa de irrigação no Nordeste, que é a região mais necessitada, mas que várias outras regiões precisam.
 
O anúncio dos investimentos foi feito por Dilma nesta durante a 16ª Reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), onde se encontrou com governadores e representantes dos nove estados do Nordeste, além de Minas e Espírito Santo. No encontro, governadores assinaram termos de compromisso para início das obras.
 
Visita
Antes, Dilma almoçou com o governadores, com a participação do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. A presidente está na Bahia desde a manhã desta quinta-feira, quando inaugurou na cidade de Malhadas, no oeste do estado, uma adutora que vai levar água do Rio São Francisco para a região.
A adutora, de acordo com o governo, vai levar água para cerca de 110 mil pessoas no sudoeste baiano. Na inauguração, Dilma disse ver o empreendimento "com muita alegria". "Eu penso de como é importante para as pessoas viverem, para as famílias, para as mães, porque uma coisa horrível é não poder dar uma água limpa para um filho ou para uma filha, não ter água, faltar água", disse.

Ela ressaltou que entre os objetivos dos investimentos está também a produção de alimentos e a criação de gado. Dilma também fez um apelo às mães e pais para que incentivem os filhos a frequentar a escola na infância, e destacou programa lançado na véspera pela lafabetização até os 8 anos de idade.

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