Brasil e Venezuela entram no Conselho de Direitos Humanos da ONU

 
A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta segunda-feira a entrada da Venezuela no Conselho de Direitos Humanos da organização, em uma eleição na qual também foram escolhidos Brasil e Argentina pela América Latina, para o lugar de Cuba, México e Uruguai. Em uma votação direta e secreta, também foram eleitos outros 15 países: Alemanha, Coreia do Sul, Costa do Marfim, Emirados Árabes Unidos, Estônia, Etiópia, Gabão, Irlanda, Japão, Cazaquistão, Quênia, Montenegro, Paquistão, Serra Leoa e Estados Unidos.
 
A entrada da Venezuela no CDH, que será formalizada no dia 1º de janeiro do ano que vem, foi criticada por organizações de direitos humanos como Human Rights Fundation e UN Watch, que consideram que o país não cumpre os requisitos para poder integrar uma organização que zela pela proteção dos direitos universais.
Na votação, que terminou no plenário da Assembleia Geral pouco antes do meio-dia local (15h de Brasília) e contou com três abstenções e um voto inválido, o Brasil teve o respaldo de 184 nações, a Venezuela o de 154 e a Argentina, de 176. Para serem eleitos, precisavam de 93. O embaixador da Venezuela na ONU, Jorge Valero, afirmou à Agência Efe após a eleição que seu país agradece o "arrasador" apoio à revolução bolivariana, uma vitória "sem precedentes" do governo de Hugo Chávez ante o que definiu como uma campanha orquestrada por outros países para evitar sua entrada no CDH.
 
Para o embaixador Valero, a escolha da Venezuela mostra que seu país está cumprindo "de maneira escrupulosa" os direitos humanos, e seu governo "não se preocupam" com as críticas de "determinadas organizações que, na realidade, são instrumentos de potências estrangeiras que financiam a subversão" em seu país. Japão, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Cazaquistão e Paquistão representarão o bloco asiático no conselho, sucedendo Arábia Saudita, Bangladesh, China, Jordânia e Quirguistão.
 
Pela África, Costa do Marfim, Etiópia, Gabão, Quênia e Serra Leoa entrarão no lugar de Camarões, Djibuti, Mauritânia, Ilhas Mauricio e Nigéria, enquanto pelo bloco do Leste Europeu, Estônia e Montenegro sucederão Hungria e Rússia. Pelo bloco de países ocidentais, os Estados Unidos mantiveram o assento que ocupavam no conselho, e Bélgica e Noruega serão substituídos por Alemanha e Irlanda. EFE

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