Núcleo de pacificação presta atendimento a conflitos sociais

Lixo se acumula nas ruas do bairro, segundo o morador (Foto: Jonilson da Costa Moraes)
Lixo na frente de casa, pode ser causa de
desententidmento entre vizinhos.
(Foto: Jonilson da Costa Moraes)
Diariamente, mais de 15 brigas envolvendo parentes e vizinhos acabam nas delegacias de Belém. O número diz respeito apenas aos casos em que não houve crime, segundo dados da Polícia Civil do Estado. Voltado para tratar dos conflitos sociais que chegam às seccionais, foi criado o Núcleo de Pacificação e Prevenção da Violência (Nuprev), que começa a funcionar a partir desta segunda-feira (22) em todas as delegacias da Região Metropolitana de Belém e em Abaetetuba, nordeste paraense.
Para a criação do Nuprev, o delegado-geral da Polícia Civil do Estado, Nilton Atayde, levou em consideração que as demandas caracterizadas como confitos sociais e crimes de menor potencial ofensivo necessitam de ações integradas, objetivando a busca de soluções que resultem na preservação da justiça social.
Ele acredita ainda que “se faz necessária a implantação das atividades do Serviço Social no âmbito da Polícia Civil, a fim de contribuir para a construção de uma ordem social, política e econômica”, pontuou.
Cachorros também são tema constante de discussão entre vizinhos, diz polícia (Foto: Shirley Penaforte/Amazônia Jornal)
Cachorros também são tema constante de
discussão entre vizinhos, diz polícia
(Foto: Shirley Penaforte/Amazônia Jornal)
No primeiro semestre deste ano, esta demanda especial somou 11.283 atendimentos prestados por assistentes sociais, nas seccionais e delegacias de polícia localizadas na Região Metropolitana de Belém.  As discussões acabam no setor social da polícia civil e são resolvidas com o auxílio de assistentes sociais. Atualmente 38 profissionais integram o quadro da instituição.
"A escuta e o diálogo são as ferramentas do atendimento. Buscamos junto com elas uma solução para aquelas demandas", diz Graciane Almeida,
diretora do Nuprev.
 
O atendimento adequado a esses casos pode seruma eficiente oportunidade para evitar que as discussões terminem, de fato, em crime. "Lixo na frente da casa, problemas com chachorro, música alta. São pequenos problemas diários que, senão tratados da forma adequada, se não tiverem orientação da assistencia social, podem, sim, terminar em agressão e até em algo mais grave", explica Almeida.
Além de mediar os conflitos sociais que chegam ás delegacias, o Nuprev também irá desenvolver ações de conscientização nas comunidades. "Já começamos um trabalho junto às escolas, para conversar sobre cidadania. E iremos montar um calendário para aprovaitar as datas temáticas para falar sobre o idoso, o direito da criança e do adolescente", diz Graciane.

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