Evento discute preconceito na escola

 
Discutir a inclusão de temáticas ligadas à diversidade e ao preconceito nas escolas da rede estadual da Bahia é o foco do evento Diálogos Formativos – Educação em Direitos Humanos: combatendo o racismo, o sexismo e a homofobia na escola, que prossegue até amanhã, no hotel Vilamar, em Salvador.
 
A iniciativa da Secretaria da Educação do Estado envolve professores, gestores da rede estadual e representantes dos movimentos sociais para debater a importância de se tratar das diferenças no ambiente escolar.
“Este é um desafio para nós. A Secretaria da Educação discute, neste evento, uma demanda histórica colocada pelos movimentos sociais. É preciso reafirmar a escola como um ambiente de diálogo, de ações contra o preconceito.
 
O enfrentamento ao racismo, por exemplo, se dá, em um primeiro momento, no investimento da qualidade da escola pública, que abriga, em sua grande maioria, estudantes negros”, disse Amélia Maraux, superintendente de Desenvolvimento da Educação Básica da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, durante a abertura do evento, na quarta-feira (17/10).
 
Além de Amélia Maraux, estiveram presentes no primeiro dia Eide Paiva, do Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade Diadorim, da Uneb, Rosângela Araújo, do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher, da Ufba, Alda Pepe, do Conselho Estadual de Educação, Milena Passos, representante do Fórum Baiano LGBT, Vilma Reis, do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia, e Luma Nogueira, doutora e primeira travesti a concluir um curso de doutorado no País, que ficou responsável pela palestra de abertura.
 
De acordo com Luma Nogueira, a reflexão sobre os padrões pré-estabelecidos é fundamental para o respeito à diversidade. “Precisamos saber o que pensamos sobre o que seria normal ou natural. É preciso refletir sobre os modelos existentes. O evento é muito relevante por discutir com os professores como conviver com as diferenças nas escolas.
 
Com isso, eles, que lidam de perto com os jovens, podem fazer com que todos tenham um novo olhar”, disse a doutora, que é coordenadora pedagógica da Secretaria da Educação do Ceará.
Os professores e gestores presentes apoiaram a iniciativa. “A temática é muito atual. Precisamos manter sempre essa discussão e o debate, para sabermos como lidar com as questões da diversidade.
Precisamos aproximar esta realidade da escola”, afirmou Rosemeire Lopes, coordenadora pedagógica do Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira.
 
O evento segue até sexta-feira com mesas de discussão e grupos de trabalhos. O debate vai render proposições para a composição de um documento de referência que vai nortear as práticas pedagógicas que versam sobre o combate ao racismo, sexismo e homofobia nas unidades escolares da rede estadual da Bahia.

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