O papel da religião na sociedade – Por J.Godinho

A Religião
Publicado por Observatorio de Opiniões



O papel da religião é o de explicar os conteúdos existenciais do ser humano: de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para aonde vamos depois da morte. Quando indagamos sobre o papel da religião, associam-lhe as idéias do sentimento religioso, um dos mais complexos sentimentos que fundamentam a essência do ser humano. É um sentimento natural, como se vê claramente na Lei de Adoração. É sempre uma reverência ao Criador, ao Ser Supremo, ao Ser Sobrenatural, ao Desconhecido etc. Ele, em si, independe da razão, da inteligência, da cultura, do estudo. É natural, e por isso mesmo adquire diversas formas.[1]

Muita gente acredita que se salvar será livrar-se de todos os riscos, na conquista da suprema tranqüilidade. Observe os primeiros cristãos: quanto não foi o sofrimento pelas suas mortes nas arenas romanas? Não
são poucos os apodos, os sarcasmos, as zombarias daqueles que empreendem a
grande batalha de se unir ao Cristo.

Salvar-se, pois, não será subir ao Céu com as alparcas do favoritismo religioso, mas sim converter-se ao trabalho incessante do bem, para que o mal se extinga no mundo. Salvar-se é, portanto, levantar, iluminar, ajudar e enobrecer, e salvar-se é educar-se alguém para educar os outros. É a responsabilidade de se conduzir e melhorar-se.[1]

O homem sempre buscou compreender a religião, porém as distorções de visão fizeram com que guerras, assassinatos, e domínios fossem levantados em nome da fé, a religião influencia as sociedades há milênios, fazendo com que líderes sucumbissem ou criando lideranças que compartilhasse dos ideais propostos por uma ou outra religião.

As religiões são sistemas de símbolos, dependem de um fundador, que atendeu há um chamado e criou definições e sistemas e símbolos. Esse sistema organizado de símbolos, ligado à tradição, contribui para que os indivíduos concretos adotem atitude religiosa pessoal. Desde a Antigüidade a apresentação externa do símbolo vem se modificando, mas, muitas vezes, o conteúdo intrínseco continua o mesmo, ou seja, apenas transferimos os valores que eram próprios do Totemismo, do Fetichismo, e do Animismo para a época moderna: instituímos tabus, adoramos os santos e seguimos de um líder religioso ou de uma religião.

Religiosidade e racionalidade econômica

Weber atribuiu às crenças e valores religiosos um papel importante na conduta dos indivíduos em sociedade. Num dos seus livros mais proeminentes, "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", ele defendeu a tese de que a religião protestante exerceu uma poderosa influência no surgimento do modo de produção capitalista.[2]


Com base em dados estatísticos extraídos da sociedade americana, ele demonstra que, naquele país, os líderes do mundo dos negócios e os proprietários de capitais eram, na maioria dos casos, adeptos do protestantismo. Weber descreveu e analisou os valores e princípios éticos constitutivos da crença religiosa protestante e apontou sua adequação à racionalidade inerente ao empreendimento capitalista.[2]

Os estudos produzidos por Weber, porém, sem dúvida alguma tiveram maior amplitude teórica e empírica. Weber analisou e comparou diversas religiões que existiram e que ainda existem no mundo, avaliando o papel que as crenças religiosas exercem na conduta dos indivíduos em sociedade. Num plano mais geral, o autor desvelou o potencial que a religião tem de provocar transformações na ordem social, sejam elas na esfera da economia, da política ou da cultura em geral.[2]

A religião como agregadora social.

É muito comum nos dias de hoje percebermos que o terceiro setor, bem como a educação virou o ponto de partida para que as religiões se aproximassem das pessoas. Temos em várias vertentes religiosas Organizações Não Governamentais fazendo um trabalho de intervenção onde o poder público não chega, em outros casos Institutos Educacionais são formados para educar e claro buscar novos adeptos as religiões.

Nas periferias as religiões afro-brasileiras, cristãos evangélicos pentecostais e neopentecostais, buscam ações em bairros e comunidades para aliviar a ausência do poder público e impor sua condição religiosa de respeito que as pessoas tem por um ou outro segmento.

Também é fato a preocupação com as questões macros, temos visto que a religião tem se preocupado com a questão do bem estar do planeta e vários representantes religiosos, tem somado a movimentos sociais não para impor sua condição, mas para somar esforços como Meio Ambiente, Educação, Infra Estrutura, entre outros. É preciso entender que em nossa sociedade, os conjuntos de ações estão ligados a efeitos e causas externas, ao cotidiano, e com certeza a religião passou a fazer parte deste conjunto, interferindo de maneira cautelosa, sem abrir mão de suas convicções, ou mesmo de maneira mais intransigente, querendo fazer valer seus aspectos morais e de credos. De qualquer forma a religião hoje está ligada a sociedade e não há como analisar as questões sociais modernas sem a participação das religiões.

Conclusão.

A liberdade de ação faz com que nos tornemos mais participativos, a religião está se encontrando neste novo alinhamento e busca um espaço que na minha visão é importante, pois não pode haver fé sem ação, e o que sugere esta menção bíblica, todos nós devemos contribuir para uma sociedade mais justa, um planeta menos injusto, e a contribuição de todos se tornando protagonistas das mudanças necessárias.

Muito Axé para todos.
[1] Texto extraído de Sérgio Biagi Gregório


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