JORNAL DE ANGOLA - Madeira em toros vai para a Europa

A madeira nacional bastante apreciada pela sua qualidade chega a vários mercados do Mundo desde o europeu ao americano

Fotografia: DR

O director-geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Tomás Caetano, revelou à Angop que Angola exporta madeira há cinco anos, sobretudo para o mercado europeu.
Tomás Caetano disse que, anualmente, é exportada madeira em toros e placas em quantidades que chegam aos 12 mil metros cúbicos. “O que se pretende é atingir essa quantidade em madeira transformada e evitar a exportação de madeira em toros” disse o director nacional do Instituto de Desenvolvimento Florestal.
O principal destinatário das exportações angolanas de madeira é a Europa, seguido da China, Japão e Estados Unidos. As províncias produtoras de madeira são Cabinda, Zaire, Uíge, Bengo e Malange.
Tomás Caetano declarou que a estratégia da exploração florestal apresentada em Luanda estabelece como principais intervenientes os sectores públicos, comunitários e empresariais.
De acordo com a estratégia do Executivo, cabe ao sector público a responsabilidade do fomento e da prestação de assistência técnica, enquanto os produtores privados ocupam-se da plantação, comércio e produção de energia.
Tomás Caetano disse que o Executivo aprovou um valor de cerca de 95 milhões de dólares que vão ser repartidos pelos sectores públicos, comunitários e privados para o povoamento e repovoamento florestal.
O director do IDF informou que a pressão sobre as florestas está a aumentar, sendo necessário criar alternativas de produção para abastecer o mercado interno.Tomás Caetano acrescentou que, com os investimentos feitos no sector, venha a ser proibida a saída de madeira em toros, já que o país está a criar capacidade para fazer a sua transformação.
Em relação ao abate indiscriminado de árvores, afirmou que a prática persiste ainda em algumas regiões, por falta de fiscalização rigorosa. “A floresta angolana tem uma extensão de cerca de 53 milhões de hectares e o seu controlo não se faz de um dia para o outro”, disse, sublinhando que “todos nós temos de ser fiscais deste recurso”.
A exportação de madeira esteve, durante muito tempo, paralisada pelo facto de as áreas florestais terem sido bastante atingidas pela guerra, que inviabilizou a reactivação do comércio de madeira durante muito tempo. Terminada a guerra, há dez anos, o Executivo, em parceria com a FAO, está a realizar um inventário florestal, algo que nunca foi realizado no país, mesmo durante o período colonial.

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